sábado, 22 de outubro de 2016

Tipos de Parto - Parte 2 - Parto na Água, Parto de Cócoras e Parto Humanizado

Tipos de Parto - Parte 2 - Parto na Água, Parto de Cócoras e Parto Humanizado




PARTO NA ÁGUA

Como é: via vaginal. Pode ser feito no hospital ou em casa. A mulher fica dentro de uma banheira com água aquecida a 36ºC. Para algumas, o contato com a água proporciona conforto e alívio; para outras, isso não basta. Precisam de suporte de medicação e, às vezes, até de oxigênio. Deve ser acompanhado por uma equipe (médico, obstetriz e enfermeira).
Quem pode: mulheres que relaxam quando estão na água. Não é recomendado para diabéticas, hipertensas ou parturientes com bebês grandes ou pequenos demais.
Riscos: os mesmos do parto normal, ou seja, ruptura do útero durante o trabalho de parto caso a mulher tenha sido submetida a cirurgias anteriores.
Benefícios: a temperatura da água alivia as dores das contrações e o stress, aumenta a irrigação sanguínea, relaxa a musculatura e facilita a saída do bebê.
Recuperação: praticamente imediata.

Anestesia: nenhuma.

PARTO DE CÓCORAS

Como é: via vaginal. O que muda em relação ao parto normal é a posição da mãe, que, em vez de ficar deitada, mantém-se de cócoras. Também existe uma cadeira especial, criada para esse tipo de parto, na qual a gestante fica a uma altura que permite ao obstetra ter um bom campo visual e auxiliar o trabalho.
Quem pode: qualquer mulher fora de situações de risco que indiquem outras técnicas. É imprescindível que o bebê esteja posicionado com a cabeça para baixo.
Riscos: os mesmos do parto normal, ou seja, ruptura do útero durante o trabalho de parto caso a mulher tenha sido submetida a cirurgias anteriores.
Benefícios: a saída do bebê é mais rápida e cômoda devido à ação da gravidade. A posição provoca o alargamento natural da pélvis, aumentando a abertura para a saída da criança com menos dor.
Recuperação: praticamente imediata.

Anestesia: local, em caso de episiotomia.



PARTO HUMANIZADO

Como é: via vaginal. A mulher é a agente do processo e nenhuma intervenção é feita, mas é preciso contar com uma equipe (médico, obstetriz e assistente), que entre em ação em caso de imprevistos. Como não há analgesia, pode não ser o ideal para quem é muito sensível à dor. No Brasil há uma forte campanha pelo parto humanizado. Assim como no parto natural, as vontades da mãe são respeitadas.

Ela deve contar com o apoio de seu companheiro, muitas vezes, conta com a doula, que é formada em obstetrícia e acompanha a mulher durante a gestação e o parto. 

O parto humanizado propõe a experiência total sobre o processo de dar à luz para a mãe, seu parceiro e o bebê que está chegando. A ideia é que a obstetrícia auxilie, mas não interfira no parto.

Quem pode: toda mulher cuja gestação não esteja exposta a nenhum fator de risco materno ou fetal.

Riscos: os mesmos do parto normal, ou seja, ruptura do útero durante o trabalho de parto caso a mulher tenha sido submetida a cirurgias anteriores.

Benefícios: os mesmos do parto normal, ou seja, baixo risco de infecção materna. Menor incidência de complicações respiratórias para o bebê no pós-parto. Favorecimento do vínculo entre mãe e filho, que é levado para o colo da mãe e amamentado imediatamente ao nascer.

Recuperação: praticamente imediata.

Anestesia: nenhuma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário