sábado, 29 de outubro de 2016

Tipos de Parto - Parte 3 - Cesárea, Fórceps e Vácuo Extrator



CESÁREA

Como é: via transabdominal. É uma cirurgia como outra qualquer. Após a anestesia, o médico corta várias camadas até chegar ao útero, onde o bebê é alcançado e retirado. Em seguida, a placenta é removida e o corte suturado.

Quem pode: segundo a Organização Mundial da Saúde, só deve ser utilizada quando há risco de vida ou de danos permanentes para a mãe ou o bebê. Exemplos: quando a criança é grande demais; está encaixada em posição difícil (atravessada ou com o ombro voltado para baixo); encontra-se em sofrimento fetal; há problemas como descolamento de placenta ou placenta prévia; existe risco de rompimento uterino; o cordão umbilical sai antes do bebê; acontece uma crise de eclâmpsia. Mulheres hipertensas, e com tumores benignos também se beneficiam da técnica.

Riscos: maior ocorrência de infecções por ser uma cirurgia. Pós-parto mais doloroso. Maior tempo de internação hospitalar. Complicações com a cicatrização, como formação de queloides em quem tem propensão. Experiência de parto negativa.

Benefícios: evita complicações graves. Em alguns casos, é capaz até mesmo de salvar a vida da mãe e/ou do bebê.

Recuperação: lenta. É preciso fazer repouso por pelo menos cinco dias. E nada de esforço por 30 dias. A recuperação total da musculatura pélvica só ocorre depois de seis meses.


Anestesia: a peridural é a mais usada, mas é possível utilizar a ráqui, o bloqueio duplo ou ainda anestesia geral para mulheres que não podem receber a ráqui ou precisam de uma intervenção imediata.


PARTO A FÓRCEPS

Como é: via vaginal. O obstetra utiliza um instrumento cirúrgico semelhante a duas colheres, o fórceps, que ajuda a retirar o bebê do canal.
Quem pode: é um procedimento de emergência definido pelo obstetra. Aplica-se, por exemplo, quando há sofrimento fetal ou a mulher não consegue mais fazer força.
Riscos: pode machucar o períneo da mulher, com pequeno risco de danos à bexiga ou ao ânus. Às vezes, o bebê sofre uma lesão temporária na cabeça ou no nervo facial.
Benefícios: finalização do parto de forma segura.
Recuperação: no mesmo dia. Ao final da anestesia, a mulher já pode levantar.
Anestesia: local, em caso de episiotomia.

PARTO POR VÁCUO EXTRATOR

Como é: via vaginal, é uma variação mais moderna do fórceps. Utiliza um instrumento cirúrgico com ventosas, que são posicionadas na cabeça do bebê, sugando-o um pouco mais para fora a cada contração.
Quem pode: também é um procedimento definido pelo obstetra para lidar com casos de sofrimento fetal, emergências ou quando a mãe não consegue mais fazer força durante o parto.
Riscos: o bebê pode nascer com a cabeça em formato cônico, efeito que desaparece em poucos dias. Às vezes, forma-se um hematoma na cabeça da criança que se cura em uma semana.
Benefícios: agiliza o parto, permitindo lidar de modo seguro com algumas complicações.
Recuperação: no mesmo dia. Ao final da anestesia, a mulher já pode levantar.
Anestesia: nenhuma.

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