quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A Importância dos Probióticos na Gestação



Há umas semanas atrás no Diário de Uma Grávida, prometi fazer um post sobre probióticos na gestação.

Sou fã de carteirinha desses “bichinhos”, tomo probióticos há uns 2 anos e meio, receitados pela minha nutricionista. Assim que descobri sobre a gravidez marquei minha consulta para o acompanhamento da gestação e ela mudou minha formulação, sendo mais específica em algumas cepas.



Tomar probióticos, independente da gestação, faz toda a diferença na nossa saúde, mas afinal o que são probióticos e como eles agem?

Probióticos são microrganismos vivos que ingeridos em quantidades suficientes trazem efeitos benéficos no organismo.

São na sua maioria, lactobacilos e bifidobactérias que conseguem atravessar o tubo digestivo e, ao chegar ao intestino grosso, têm a capacidade de atenuar a multiplicação de bactérias patogênicas e a consequente produção de toxinas, protegendo o organismo contra certas patologias.   São essenciais ao ser humano, em especial às gestantes.

Eles exercem uma influência positiva por meio de efeitos fisiológicos, promovendo o equilíbrio do intestino, são grandes aliados na regulação dos movimentos intestinais, na absorção de nutrientes, no controle do colesterol e na estimulação da maturação das células do sistema imune.



Consumir probióticos na gestação reduz as chances de diabetes gestacional e obesidade, melhorando principalmente a absorção de nutrientes presentes nos carboidratos, que na gestante é bem mais lenta.

Além de diminuir o risco de pré-eclâmpsia, constipação e dificuldade de eliminar o excesso de peso após o parto.
Estudos recentes mostram que a administração correta de probióticos desde o primeiro mês de gestação reduz esses riscos na mãe e ainda garantem menores chances de o bebê nascer com sobrepeso ou se tornar uma criança obesa futuramente. Além disso, para o bebê, os benefícios de um intestino materno saudável estão relacionados também a menores chances de rinite, otites e alergias na infância.

As mulheres que estão querendo engravidar, também são beneficiadas com o consumo de probióticos, garantindo assim melhorias em sua flora intestinal. O ideal é iniciar uma gestação com o sistema imunológico reforçado, já que há um risco maior de contrair infecções nessa fase.



São inúmeros os benefícios atribuídos aos pré e probióticos: controle e estabilização da microbiota intestinal após o uso de antibióticos; diminuição da população de bactérias maléficas no nosso organismo; melhora da digestão da lactose bem como, redução de sintomas da intolerância á lactose; auxílio no sistema imune; alívio da constipação; tratamento e prevenção da diarréia aguda; redução da atividade ulcerativa da H.pylori; aumento da absorção de minerais e vitaminas; diminuição do risco de osteoporose; diminuição do risco de câncer colorretal; prevenção na dermatite atópica; diminuição da distensão abdominal e flatulência na Síndrome do Intestino Irritável.

A eficácia do consumo de probióticos pelas gestantes é repassada ao feto através do parto vaginal, em que o bebê ingere inevitavelmente as bactérias saudáveis presentes na flora vaginal da sua mãe, que irão se instalar no intestino do bebê, e propiciar o crescimento de uma flora intestinal protetora. Em uma cesariana, o recém-nascido não passa através do canal vaginal e, consequentemente, não entra em contato com a flora bacteriana vaginal da mãe.



Dessa forma, o desenvolvimento de uma flora intestinal no intestino estéril do recém-nascido fica atrasado e está frequentemente associado à colonização por outras bactérias mais desfavoráveis, provenientes do meio ambiente envolvido. Mas o leite materno com os probióticos que contêm em sua formulação, facilita o crescimento de uma flora intestinal saudável, na medida em que as culturas de bactérias protetoras vão se alojando e crescendo no intestino do bebê. Por isso, o aleitamento materno é especial e extremamente importante para os bebês nascidos por cesariana
Além disso, embora o sistema imune receba a sua principal colonização ao nascimento, e através do aleitamento, no último trimestre da gravidez a mãe já pode garantir ao bebê pelo cordão umbilical uma prévia colonização bacteriana e consequentemente, a prevenção de doenças futuras.



Assim, a administração de probióticos para a mãe acaba indiretamente garantindo ao recém-nascido proteção em relação ao seu sistema imunológico e à prevenção de alergias.

Porém a ingestão de probióticos por gestantes, bebês e crianças deve ocorrer com a orientação de um especialista, que esteja apto a analisar a tolerância particular de cada indivíduo.

 A escolha das dosagens, o tempo de administração e a duração da suplementação são determinantes para a eficácia dessas substâncias no organismo.



* RAMSAY, Natasha; TREMELLEN, Kelton P.; PEARCE, Karma L. THE INFLUENCE OF PREGNANCY ON THE USE AND ACCEPTANCE OF   PROBIOTICS. International Journal of Probiotics & Prebiotics, v. 9, n. 1/2, p. 39, 2014.

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